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sábado, 1 de janeiro de 2011

Enquete do mês de janeiro/2011


 Um novo ano, um novo mês, uma nova enquete. Ainda que desejemos saber como os nerds passaram o ano novo, a enquete deste mês não terá este tema. Antes de prosseguir para ela, demos, pois, uma olhada na enquete do mês passado. E, em dezembro, o Nerdices a Parte quis saber qual seria o presente ideal para o nerd, dentro de uma lista pré-definida. O resultado não poderia ter sido diferente...


 Em primeiríssimo lugar, liderando com grande vantagem a competição, arrecadando 22 dos 83 votos computados, sendo isso 26% do total, o presente ideal para o nerd usuário de nosso blog é nada menos que um computador novo! Em segundo lugar, arrecadando 15 votos, sendo 18% do total, está nada menos que um videogame novo! No entanto, para surpresa de muitos, o segundo lugar não foi unânime, já que o mesmo número de votos foi computado para uma coletânea de livros! O nosso muito obrigado a todos os que votaram.

A nova enquete


 No mês passado, comemorando o Natal, tivemos uma novidade aqui no blog: uma crônica. Por isso, este mês nós queremos saber: o que você achou da nossa crônica de Natal? Nosso objetivo, nesta enquete, é saber se os nerds gostaram da crônica e se gostariam que uma seção semelhante fosse implantada definitivamente no blog. Portanto, haverão opções para saber se nossos usuários gostaram da crônica e se nossos usuários gostariam que, a partir de fevereiro, tenhamos uma seção fixa, com uma crônica por mês. Sendo assim, vote na nossa enquete! E, se você não leu a crônica do mês passado, acesse os links abaixo e leia!








sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Nerdices a Parte Especial de Natal #5


[Leia a Parte 4]


 J percebeu que ele não era o único: seus dois novos companheiros também sentiam uma energia maligna vinda daquele homem.

 "O que você quer?" perguntou Merlin972.

 O velhinho não respondeu. Continuou apenas rindo daquele jeito quase diabólico. Então, de repente, ele puxou uma grande sacola vermelha de pano do bolso e começou a correr na direção do pequeno menino.

 "Ele quer o menino!" gritou MestreDosGatunos. "Temos de impedi-lo. É por isso que fomos enviados nesta missão!"

 Com um rápido movimento, MestreDosGatunos sacou uma adaga e tentou golpear o velhinho. Ele foi mais rápido e pulou para trás, desviando do golpe. Merlin972 concentrou seu olhar no velhinho e, com um movimento de mãos, lançou um raio de fogo que partia de sua mão em direção ao homem. Mais uma vez ele desviou. Então foi a vez de J. Já munido de suas lâminas de pulso, preparou-se para atacar.

 Ele nunca tinha sentido tanta velocidade naquele jogo. Bastou um pequeno movimento e a lâmina já estava em contato com o ombro do velhinho, que gritou de dor. E então a compreensão se apoderou de J.

 "Temos que usar os presentes dos anjos!" gritou ele para seus companheiros.

 J lançou um rápido olhar para o Mago e o Logradeiro e percebeu que eles concordavam com ele. Os olhos de seus companheiros irradiavam a mesma compreensão que ele sentira momentos antes. Os três se dispersaram em volta do senhor de longas barbas brancas e sacaram seus novos itens.

 Então tudo aconteceu. MestreDosGatunos acendeu seu Incenso da Vitória e os movimentos do velhinho ficaram mais lentos por causa do odor. Merlin972 aproximou-se de J e jogou sobre ele todo o conteúdo de sua bolsa de Mirra Poderosa. Foi uma sensação incrível, como se todo o mundo ao redor de J tivesse ficado mais lento e mais frágil. Então, com um único e rápido movimento de seu Katar de Ouro, J acertou a barriga do velhinho, que caiu no chão, urrando de dor, e começou a se desfazer em pó, coisa que acontecia sempre que algum inimigo era derrotado.

 Os três amigos, então, olharam novamente para o berço de palhas onde descansava o Rei dos reis. E, olhando para seus pais, sentiram uma imensa alegria. E, de alguma forma, eles sabiam que aquela batalha tinha valido bem mais do que a experiência e os itens de jogo, pois o Natal, o verdadeiro Natal, tinha sido salvo. Pelo menos era o que eles sentiam, em seus corações.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Nerdices a Parte Especial de Natal #4


[Leia a Parte 3]


 "Bom, parece que estamos juntos nessa" foi a primeira coisa que J ouviu na voz de Merlin972. E, pelo jeito, ele estava certo. Finalmente reparando no lugar à sua volta, J viu que eles estavam em um tipo de campo, mas que, para chegar ao local marcado pela Grande Estrela, teriam de passar por um bom pedaço de deserto.

 "Como chegaremos lá?" perguntou o MestreDosGatunos. "Porque o Katárico aqui e eu somos classes ágeis, mas provavelmente não teremos resistência o bastante para atravessar o caminho inteiro correndo".

 "Se eu já tivesse ido lá, poderia simplesmente nos teleportar para lá, mas infelizmente essa alternativa não vai rolar" e J, reparando que Merlin972 usava gírias bem antiquadas, reprimiu uma risadinha, tentando se lembrar qual era a palavra que seus avós usavam quando queriam dizer "legal" em linguagem arcaica. Ele achava que era algo parecido com "subimba" ou qualquer coisa parecida.

 "Espera" disse o MestreDosGatunos. "Eu sabia que essa habilidade me seria útil algum dia. Uma vez eu fiz uma missão especial e ganhei a habilidade de convocar animais da região onde estou. Talvez eu possa convocar uns camelos para nos transportar, já que o caminho é desértico".

 E assim ele fez. Os três começaram a andar até que chegassem na região do deserto. Então, MestreDosGatunos assumiu uma posição de invocação de habilidades e começou a assobiar para o horizonte. Assobiou três vezes e esperou. De repente, surgiram três camelos no horizonte e, em menos de um minuto, eles já estavam montando.

 Foi uma experiência incrível. J nunca havia montado em nada que não fosse um cavalo de um tio fazendeiro na vida real. Montar um camelo era bem diferente, principalmente por causa das corcovas.

 E assim eles foram em direção à Grande Estrela. No caminho, conversaram sobre os possíveis desafios que encontrariam lá e sobre a época do Natal. Assim como J, os outros dois conheciam a época de nome, mas não lembravam exatamente sobre o que se tratava.

 E então eles chegaram no local marcado pela Grande Estrela. Um pequeno estábulo montado no meio de um campo. Dentro do estábulo, em meio aos animais, estavam uma mulher, visivelmente cansada, um homem, que usava uma grande barba negra, e um bebê. Quando J viu o bebê ele não acreditou no que estava vendo. Dentro do jogo era possível notar quando um jogador era poderoso porque ele emitia uma certa energia mística em volta de si. Este bebê, mas como era possível? Ele emanava mais energia mística do que J julgava ser possível para um jogador comum. Ele olhou para seus novos amigos e percebeu que os dois estavam tão espantados quanto ele. O MestreDosGatunos foi o primeiro a se ajoelhar e fazer uma longa reverência, no que foi acompanhado por Merlin972 e, finalmente, por J.

 "Agora eu me lembro" disse Merlin972. "A festa do Natal, como minha mãe me contava, representava a celebração do nascimento do Rei dos reis".

 "Então era isso" pensou J. Aquela criança viria a se tornar o Rei dos reis. Mas como ele podia emanar tanta energia sendo ainda um bebê? Como era possível?

 E, então, enquanto olhavam, estupefatos, para a criança, ele apareceu: um homem idoso, sustentando uma grande barriga sob o peito, vestindo uma roupa absurdamente vermelha e um chapéu igualmente vermelho, uma barba que parecia não ter sido aparada nunca. E, quando ele falou, emitiu uma risada absolutamente sinistra e maléfica, quase uma risada diabólica. A diferença, pensou J, era que as risadas diabólicas geralmente eram representadas por "Muahaha" e este velhinho dizia:

 "Ho! Ho! Ho!"

[Leia a Parte 5]


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nerdices a Parte Especial de Natal #3


[Leia a Parte 2]

 Chegando lá, notou que ele não era o único jogador no local. Outros dois personagens, um da classe chamada Mago, por serem personagens com habilidade de criar e manipular coisas, e outro da classe denominada Logradeiro, uma classe de personagens ágeis que, em combate, tentavam sempre enganar e manipular os inimigos a seu favor, já estavam lá. O apelido do Mago era "Merlin972", e o Logrador se denominava "MestreDosGatunos". Ambos, J reparou, eram do mesmo nível que ele.

 J não tentou puxar assunto. Estava desconfiado de que, talvez, eles estivessem ali para lutar entre si e, portanto, não queria que os outros soubessem qualquer coisa a seu respeito. Então, muito de repente, escureceu e tornou-se noite em Bethlehem. J nunca tinha visto um efeito parecido naquele jogo e muito menos o efeito seguinte. Centenas, talvez milhares de pontos luminosos desceram dos céus em direção aos três jogadores. Conforme se aproximavam, J preparava sua lâminas de pulso para o combate e reparou que os outros dois jogadores também assumiam uma posição de combate. No entanto, assim que os pontos se tornaram mais nítidos, os três jogadores finalmente perceberam que os pontos luminosos eram, na verdade, criaturas humanas, que vestiam roupas absolutamente brancas, e diziam:

 "Não temam! Eis que trazemos boas novas para vocês, experientes jogadores. Esta é uma missão muito especial em comemoração à época do Natal. Vocês três deverão seguir a Grande Estrela e, no local que ela lhes mostrar, completar a tarefa que lhes for dada. Para isso, receberão cada um um presente especial. Você, J, está recebendo um Katar de Ouro" e ele percebeu que a lâmina em seu pulso mudou e se tornou uma muito mais trabalhada e com uma coloração dourada e brilhante. "Você, MestreDosGatunos, está recebendo um Incenso da Vitória" e J, olhando para o Logradeiro, viu que se materializava, em sua mão, um item novo, um incenso. "E você, Merlin972, está recebendo um pouco de Mirra Poderosa" e os outros dois jogadores perceberam, no mesmo momento que o Mago, que uma sacola de pano se materializava presa em seu cinto. "Agora vão", diziam as criaturas luminosas, enquanto voltavam aos céus, "e levem estes presentes até o local que a Grande Estrela os mostrar".

 Então, no momento em que as criaturas luminosas desapareceram, uma grande estrela, isso é, a Grande Estrela começou a brilhar à oeste.

[Leia a Parte 4]

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nerdices a Parte Especial de Natal #2


[Leia a Parte 1]

 J tinha acabo de iniciar o jogo quando recebeu uma notificação no comunicador de seu personagem de que havia um evento especial ocorrendo, em comemoração à época do Natal, e que ele tinha sido convidado a participar.

 "Natal" pensou J. "Lembro de ter ouvido falar sobre isso quando era criança, mas muito pouco. Acho que minha mãe falou algo sobre o Centro de Pesquisas Norte-Americano do Pólo Norte ou algo parecido, mas ela nunca chegou a se aprofundar no assunto".

 Tomado de curiosidade, J resolveu aceitar o convite e rumou para o local indicado na comunicação, um lugar chamado Bethlehem.

[Leia a Parte 3]

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Música Nerd #13: Georg Friederich Händel


 Quinta-feira é dia de Música Nerd. E, estando no mês de dezembro, é dia de Música Nerd especial de Natal! A cada semana, será escolhido não um músico qualquer, mas um que tenha composto um dos famosos e tradicionais hinos de Natal que cantamos até hoje. E o escolhido para hoje é: Georg Friederich Händel.

Um pouco de história

  Nascido em 23 de fevereiro de 1685 e tendo falecido em 14 de abril de 1759, Händel foi um grande músico e compositor alemão, naturalizado britânico em 1726. Seu pai desejava que ele fosse advogado, mas o pequeno Georg sempre mostrou aptidão para a música, no que foi apoiado pela mãe. Com sete anos já era excelente cravista. Foi quando, acompanhando seu pai em uma visita a Weissenfels, conseguiu ter acesso ao órgão da capela do duque, que insistiu que o menino fosse ensinado à música. Consentindo, seu pai o colocou sob a tutela de Friedrich Wilhelm Zachow, com quem aprendeu teoria, composição, violino, órgão, cravo e oboé.



Um pouco de música

 Händel tinha uma facilidade imensa para compor, tanto que sua obra compreende mais de 600 peças. Ué, mas peraí... Este não era um post especial de Natal? Sim. E é exatamente por isso que Händel foi escolhido: ele é o compositor da melodia Antioch, mais conhecida como Joy to the World ou Cantai que o Salvador Chegou.



 No repertório de Handel temos, ainda, a peça Pois um Menino nos Nasceu, For Unto Us a Child is Born, que faz parte do oratório O Messias.



 Para finalizar, apesar de não ser exatamente uma canção que fale do Natal, ela também faz parte do oratório que conta a vida e a obra de Cristo e, portanto, tem tudo a ver com o Natal. Além disso, esta é uma peça comumente cantada nesta época. É claro que estamos falando do clássico Aleluia.




Algumas curiosidades

  •  Georg Friederich Händel era alemão. No entanto, quando se estabilizou na Inglaterra e adquiriu cidadania britânica, decidiu que não poderia continuar com este nome tão difícil na língua inglesa e adotou uma versão anglicalizada do nome: Georg Frideric Handel.

  •  Nascidos no mesmo ano e considerados os compositores alemães mais famosos da época, Bach e Handel viveram uma infeliz coincidência. Nunca se conheceram pessoalmente, mas ambos tiveram um destino parecido: quase cegos, foram operados pelo mesmo médico, o inglês ambulante John Taylor. No entanto, as cirurgias de ambos não foram bem-sucedidas e, pelas mãos de um charlatão, eles ficaram completamente cegos.

  •  Não se sabe ao certo como iniciaram os estudos musicais de Händel. Conta-se que ele teria praticado sem o conhecimento do pai em uma velha espineta da família. Também existe a possibilidade de que sua mãe, que era filha de um pastor, o tenha ensinado, ou que ele tenha aprendido algo na escola.

  •  Testemunhos de época afirmam que Händel tinha uma impressionante facilidade para compor. Às vezes, compunha mais rápido do que os seus libretistas podiam fornecer-lhe o texto para suas óperas e oratórios. Compôs a abertura de Rinaldo em uma única noite, e escreveu Belshazzar tão rapidamente que seu libretista não conseguia acompanhá-lo, tanto que teve de se entreter nas horas vagas compondo Hercules, outra grande obra. Seu célebre O Messias, extenso oratório em três atos, foi composto em apenas 24 dias. Não era sistemático, compunha obras em partes independentes enquanto trabalhava em várias ao mesmo tempo. Quando compunha isolava-se do mundo e ninguém tinha permissão para interrompê-lo. Enquanto o fazia, gritava consigo mesmo, e se emocionava quando trabalhava sobre um texto trágico ou piedoso. Seus serviçais muitas vezes o viram chorando e soluçando sobre as folhas de música. Quando esteve escrevendo o coro Halleluja, do Messias, seu camareiro foi servir-lhe chocolate quente e o encontrou em prantos, para quem o músico disse: "Não sei se eu estava em meu corpo ou fora dele quando escrevi isso, só Deus sabe!"

  • sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

    Nerdices a Parte Especial de Natal #1


     Em um futuro não tão distante, uma empresa de computadores desenvolveu um supervideogame composto por uma malha ótica e óculos especiais, capaz de "transportar" o jogador para dentro dos jogos através de uma série de cabos na malha que simulam a resistência ou não de tudo o que existe no mundo projetado nos óculos. E é neste futuro que encontramos o protagonista de nossa história, um garoto cujo nome verdadeiro só ele e sua mãe, com quem mora, sabem, mas que gosta de ser chamado simplesmente de "J".

     Sempre que J podia, ele jogava seu supervideogame, instalado em uma sala especial em sua casa. Quase todos os dias, depois que chegava da escola, estando ele no equivalente da época ao nosso ensino médio, ele vestia a roupa especial, colocava os óculos e dava o comando para iniciar seu MMO favorito, o Empire World 3000, um game de RPG passado em um mundo meio medieval, meio futurista, contando com bestas mitológicas e paladinos místicos, mas também com monstruosidades tecnológicas e armas de fogo avançadíssimas. E o personagem de J era de uma classe entitulada "Katárico", uma classe de lutadores ágeis especializados em armas brancas de pequeno porte, como lâminas de pulso e adagas. E J tinha certos privilégios a mais que os jogadores comuns: seu personagem estava perto de atingir o nível máximo do jogo, o que lhe concedia direito a entrar em lugares que os mais fracos não podiam e receber convites que os demais não recebiam.

     E assim foi naquele dia de dezembro.

    [Leia a Parte 2]