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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Escada rolante do futuro

 Você, leitor, já deve ter percebido que as tecnologias do futuro são um tema bastante interessante, intrigante e, por isso, também bastante abordado aqui no blog. Se não,  clique neste link para checar os outros posts sobre tecnologias do futuro.

Escada rolante do futuro

 As escapadas escadas rolantes são presença em todos os grandes e médios shoppings das cidades. Com a única função de facilitar o transporte entre dois andares, elas ficam lá paradas, girando infinitamente, esperando que as pessoas subam em um dos degraus e sejam conduzidas numa linha reta para cima ou para baixo e nada mais do que isso. O problema acontece quando algum arquiteto estagiário projeta a conexão entre dois andares em curva. Até então, era preciso abandonar o projeto ou colocar uma escada comum no lugar. Agora isso não é mais necessário.


 Por esses dias, mais precisamente no final de setembro, o professor Jack Levy, da Universidade da Cidade de Londres, anunciou ao mundo seu projeto mais ousado e revolucionário: uma espécie de mistura entre escada e esteira rolante, uma escada rolante de circuito contínuo capaz de fazer curvas e trajetos em formas livres. Batizado de Levytator, o conceito tem potencial para revolucionar os shopping centers e outros lugares que se utilizem de escadas rolantes para o transporte de pessoas entre dois andares.



 Mas por que Levytator, você se pergunta. Jack Levy batizou seu invento usando um jogo entre as palavras levitate (levitar), escalator (escada rolante) e seu próprio nome, Levy. Assim, acabou criando um nome bem estiloso para o conceito, que já foi patenteado na Europa, nos Estados Unidos e na China. Agora, Jack está a procura de investidores interessados no projeto, para que ele possa sair do papel.

domingo, 11 de julho de 2010

O trem do futuro

 Fala, povo nerd! Aqui estou mais uma vez para tentar divertir, advertir e informar. Hoje passei por uma experiência bem bacana: fiz minha primeira viagem de trem no Rio de Janeiro. Foi muito interessante, se vocês querem saber. Eu já tinha andado de metrô diversas vezes, mas de trem foi mesmo a primeira vez. Vocês não podem imaginar minha sensação quando estava na estação Central do Brasil tentando comprar meu bilhete e embarcar no trem da plataforma correta. Para começar, me senti meio perdido. Depois, me senti meio no livro do Harry Potter, tentando encontrar a plataforma 9½. Finalmente, me senti invadido pela emoção do novo. O trem urbano é completamente diferente do metrô. Enquanto no metrô você deve se basear pelo que a moça te indica, no trem convencional você deve estar sempre atento no espaço ao seu redor, tentando identificar paisagens conhecidas para não descer na estação errada. E foi exatamente isso o que aconteceu! Desci uma estação antes... x]

O trem que nunca para...

 No futuro, a coisa vai ser um pouco diferente... Pelo menos se o trem conceito criado pelos chineses sair do papel. Um dos principais problemas enfrentados pelos transportes públicos é o tempo gasto a cada parada. Afinal, em uma linha que possui 30 pontos, se o veículo fica parado 5 minutos em cada um, no final do dia haverá um período perdido de duas horas e meia que poderia ter sido utilizado no transporte de usuários. Os chineses, determinados a resolver esse problema de eficiência, elaboraram uma técnica que promete o embarque e o desembarque de passageiros em trens de alta velocidade sem que o veículo seja obrigado a parar. Dessa forma, resolve-se o problema das paradas e distâncias longas podem ser percorridas em menos tempo.


 O conceito funciona da seguinte maneira: ao entrar em uma estação, os passageiros embarcam em uma cabine conectora que se desloca em direção ao trem quando este se aproxima da estação. Assim que o contato é feito, abre-se a porta da cabine e os passageiros podem embarcar, sem que seja preciso que o trem diminua sua velocidade. O processo de desembarque é semelhante: assim que a cabine de embarque é esvaziada, ela se desloca até o final do trem e permite a entrada dos passageiros que desejam desembarcar – quando se aproxima da próxima estação, a cabine torna a se destacar e permite que as pessoas saiam.


 Assim, durante o trajeto, ao menos uma cabine sempre estará conectada ao trem, responsável tanto pelo embarque quando desembarque dos passageiros. Além de o transporte de passageiros ganhar velocidade, já que dispensa qualquer parada, ganha-se também em organização. Afinal, não é preciso ficar empurrando pessoas na hora de sair ou entrar no veículo, com medo de que ele vá partir antes que seja possível pegá-lo e descer dele. O tempo que a cabine fica na estação é muito maior do que o disponível em cada parada de um trem convencional, permitindo que os passageiros entrem e saiam de maneira organizada e segura. Por sorte, só precisei tomar um trem hoje, que é domingo. Mas não quero imaginar tentar embarcar e desembarcar do mesmo trem em um dia útil na hora do rush...