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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mitos Reais #12: Mapinguari




 Quarta-feira é dia de Mitos Reais. Hoje, vamos falar um pouco sobre uma criatura tipicamente brasileira, que ronda pelas florestas amedrontando quem passar por lá: o Mapinguari.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Imagem da Semana #26: Eu acho que eu vi um gatinho


 Se existe uma categoria de imagens que eu particularmente gosto são imagens representando a natureza em ação. Agora imagine que você teve a sorte de tirar uma fotografia espetacular no momento exato. Pois é, a natureza não te espera fazendo pose. Por essas e outras, a nossa Imagem da Semana de hoje é:

Eu acho que eu vi um gatinho


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mitos Reais #9: Pégaso



 A seção Mitos Reais já está levantando polêmica. A cada semana recebemos novos comentários de pessoas duvidando da veracidade dos fatos apresentados nas postagens, pedindo fotos ou vídeos reais das criaturas apresentadas, xingando a mãe do editor, entre outras coisas. Por isso, galera, eu venho aqui pedir: leiam as letrinhas miúdas no final de cada artigo da seção e verão do que se trata realmente esta seção. Hoje, para mais um de nossos Mitos Reais, voltaremos até a Grécia antiga para tentar desvendar os mistérios deste belíssimo animal, citado em diversos contos gregos: o pégaso.


O mito

 O pégaso é um cavalo alado citado em diversos mitos gregos, sendo o principal deles o de Perseu, que, matando a terrível Medusa, a mulher de cabelos de serpente que transformava os outros em pedra com o olhar, acabou contribuindo para o nascimento de Pégaso, que nasceu do sangue do monstro. Em outro mito, Belerofonte doma o mesmo cavalo alado do mito de Perseu com a ajuda da deusa Atena e do item mágico chamado rédeas de ouro. Ele utiliza Pégaso para derrotar a Quimera e, em seguida, tenta subir ao Olimpo com a ajuda do animal, mas Zeus faz com que ele derrube seu cavaleiro, que morre devido à queda. Na cultura popular, o Pégaso dos mitos é um animal de pelo branco, embora nenhum mito grego faça alusão à sua cor. Algumas lendas de hoje em dia dizem que aquele primeiro Pégaso, de alguma forma, conseguiu procriar e deu origem a um verdadeiro rebanho de pégasos. Seja lá como for, ainda existem pessoas que acreditam na existência deste animal fabuloso. Elas podem não estar tão enganadas quanto a sanidade popular dita.

A realidade

 Embora todas elas possuam asas, nem todas as aves voam. O pégaso da vida real também é assim: possui asas, mas não voa. Tendo a aparência de um garanhão, geralmente de pelo branco, podendo variar a cinza ou até a preto, o pégaso é essencialmente um cavalo alado, mas isso não quer dizer que ele consiga voar. As asas, na verdade, lhe proporcionam apenas uma vantagem aerodinâmica, permitindo que ele seja conduzido com mais velocidade e leveza através do vento, e permitindo que ele corra a velocidades muito superiores às alcançadas pelo cavalo comum. Exatamente por isso o pégaso é um animal típico das savanas, onde ele pode correr livremente sem encontrar obstáculos.

A ciência

 Um observador desatento pode mesmo sugerir que as supostas asas do pégaso são dotadas de penas, assim como as asas de uma ave. No entanto, muito mais parecidas com as asas de um morcego, as asas dos pégasos são dotadas de uma fina membrana e grossos pelos. Acredita-se que o pégaso seja descendente do Hyracotherium, o mesmo animal que deu origem aos cavalos de hoje em dia, tendo adquirido um par de asas apenas para facilitar a mobilidade do animal, que, como já foi dito anteriormente, é capaz de correr a grandes velocidades graças à aerodinâmica criada pelas asas. Como bônus, os pégasos são sim capazes de planar a pequenas distâncias, se saltarem de um lugar relativamente alto, fazendo as asas funcionarem como uma asa delta.

O esconderijo

 Um animal tão formoso quanto o pégaso não passaria despercebido por uma sociedade humana tão influente quanto a nossa, certo? Infelizmente, os pégasos foram perdendo cada vez mais espaço para outros animais mais adaptados à vida das savanas, como grandes predadores que foram, aos poucos, dizimando a raça. Estima-se que, se os pégasos não tiverem sido completamente devastados pela extinção, apenas dois ou três exemplares tenham sobrevivido. E, assim, falta pouco para que o animal seja, definitivamente, tomado como jamais existente.




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Este post faz parte da seção "Mitos Reais", que é uma seção de ficção. Qualquer semelhança com a vida real pode ou não ser mera coincidência.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Crônica Nerd #3: A Maior Viagem de Todos os Tempos - Parte 4/5


[Leia a Parte 3]

 Quando Túlio encontrou o chão daquela vez, logo olhou em volta, à procura do discursista, ou mesmo do tiranossauro, mas os únicos animais que encontrou com o olhar foram Marcele, Pablo e Ratini. Não pôde deixar de notar, no entanto, que ainda estavam na clareira de uma floresta, embora diferente da floresta anterior. Se perguntou se ainda estavam no período pré histórico. No entanto, reconheceu algumas árvores ao seu redor como árvores tipicamente tropicais, como alguns coqueiros e palmeiras. Levantando-se do chão, olhou para Pablo, que estava de joelhos, olhando para uma Marcele quase deitada no chão. Abriu a boca para falar, mas o som que ouviu, sem dúvida alguma, não saiu de sua boca. Embora os três amigos não tenham entendido uma só palavra, ouviram uma multidão gritando algo como:

 "Glória a Nhanderuvuçú!"

 Olhando em volta, Túlio, Marcele e Pablo, agora os três de pé, viram uma grande multidão de humanos se curvando e fazendo reverências em volta deles. Cada vez mais humanos se aproximavam e se uniam a esta reverência. No entanto, duas caracterísitcas que todos eles tinham em comum era a pele avermelhada e o fato de que todos estavam quase ou totalmente nus.

 "Índios" disse Túlio a seus amigos, que concordaram, exibindo uma expressão de espanto no rosto.

 Foi então que um índio alto, usando várias penas na cabeça e um colar de pedras grandes se aproximou deles, por entre a multidão e, com uma grande reverência, começou a falar:

 "Oh, grande Nhanderuvuçú, que se fez homem, e seus companheiros, Jaci e Anhangá, seus semelhantes, nós os adoramos e bendizemos e vivemos esperando por esta visita desde que nos foi anunciado". Túlio, Marcele e Pablo não entenderam nada, mas também não falaram nada, então o índio de aparência importante continuou: "Por amor à tua obra, oh, grande Nhanderuvuçú, nós te pedimos que nos abençoe e aceite esta singela homenagem a ti".

 Quando o índio terminou de falar, uma jovem indiazinha, aparentando ter no máximo dez anos, se aproximou, trêmula, com um arco de madeira e uma aljava cheia de flechas em suas mãos, tentando não cair com os instrumentos em suas mãos. Ficando de frente para Túlio, ela se abaixou e estendeu a arma e a aljava na direção de Túlio.

 "Acho que eles querem que você pegue" disse Pablo.

 Túlio, então, se aproximou da criança e pegou os utensílios, vestindo a aljava em seu ombro. O arco, ele reparou, era completamente feito a mão e possuía diversos entalhes na madeira. Era o arco mais bonito que ele já tinha visto. No entanto, os índios continuaram ali, parados, em reverência aos três. Túlio, sem saber ao certo o que fazer, posicionou uma flecha no arco e, com pontaria certeira, atirou em um coco que estava em uma das árvores.

 "Glória a Nhanderuvuçú" repetiu a multidão de índios. "Que seu nome seja louvado por toda a terra em gratidão às bênçãos que nos tem dado".

 "Desde quando você sabe atirar com arco?" perguntou Pablo, em seu ouvido.

 "Desde o pior acampamento de verão da minha vida" respondeu Túlio. "Meus pais me forçaram a me separar do computador. Eu tinha só doze anos, aqueles cruéis. Pelo menos aprendi alguma coisa".

 Os índios, então se levantaram e começaram a dançar. O homem de aparência importante se aproximou ainda mais deles e disse:

 "Oh, grandes Nhanderuvuçú, Jaci e Anhangá, não sou digno de olhar para vós mesmo em forma humana, mas quero convida-los para participar da festa que daremos em vossa homenagem".

 Infelizmente, os três amigos continuaram sem entender nada. Túlio desejou ter um trio de peixes babel no bolso, mas lembrou-se que ninguém jamais encontrou nenhum exemplar na Terra.

 "Algum de vocês fala essa língua?" perguntou Túlio, olhando de Marcele para Pablo, mas os dois estavam balançando negativamente a cabeça.

 O índio de aparência importante, na verdade o cacique da tribo, começou a pensar coisas como a importância daquele acontecimento, o fato de como ele tinha sorte por ser o cacique exatamente no dia em que o povo celeste resolveu fazer uma visita a eles, como o resto do mundo pareceu escurecer diante da luz que precedeu sua chegada, como Anhangá parecia diferente do que ele imaginava, mas o fato de ele estar com um pequeno animal nas mãos só poderia representar seu poder sobre eles, como os aparatos que eles usavam eram estranhos, bem como suas peles multicoloridas, e como a língua celestial era bonita, apesar de sua total incapacidade de entender qualquer palavra que eles diziam. Neste instante, ele começou a se perguntar por que eles não se comunicavam em sua própria língua, como sempre fizeram nos contos, fábulas e sonhos.

 Enquanto isso, Túlio tentava decidir o que seria a coisa sensata a se fazer, visto que era pouco provável que eles conseguissem estabelecer uma boa comunicação verbal, Pablo tentava decidir se era sensato simplesmente puxar novamente a alavanca do Raio Temporal de Túlio e se mandar dali, e Marcele tentava decidir o que faria Aoi Karin, do anime DNA², se ela estivesse naquela situação. Ratini, por sua vez, pensava, com seu cérebro de rato, que todos aqueles humanos eram idiotas e que tudo o que ele queria era voltar para sua gaiolinha, onde ele teria um ataque de nervos se ninguém lhe desse comida.

 Passou-se algum tempo de silêncio, onde o cacique continuou ali, reverenciado seus supostos deuses, os três amigos permaneceram perdidos em seus pensamentos, e uma grande festa indígena acontecia ao redor. Finalmente, Marcele decidiu que a Karin tentaria voltar para seu tempo, já que, afinal de contas, a máquina do tempo a tinha levado para a época errada e claramente precisava de ajustes. Olhou para Pablo para se certificar de que o colar continuasse preso em sua mão, junto com Ratini, e foi na direção do Raio Temporal.

 "Maru-Chan, o que você tá fazen..." começou Túlio, mas foi simplesmente interrompido quando o vórtice começou a suga-lo novamente. O cacique, apavorado, saiu correndo na direção contrária. Não pôde deixar de se entristecer quando reparou que, no final das contas, os deuses não aceitaram participar da festa.

[Leia a Parte 5]

terça-feira, 19 de abril de 2011

Imagem da Semana #23: Jacaré vs. Piranha


 Alguns dias atrás, vi, na internet, uma imagem que me impressionou um bocado. É notável o fato de que algumas pessoas tem a sorte de estar no lugar certo, na hora certa, portando uma câmera fotográfica, capaz de registrar a beleza da natureza. Sem mais comentários, a Imagem da Semana de hoje é:

Jacaré vs. Piranha

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mitos Reais #7: Ieti




 Chegamos a mais uma quarta e, portanto, mais um dia de Mitos Reais. Hoje, tentaremos desvendar os mistérios que rondam esta criatura fantástica que habita o imaginário das pessoas que moram em regiões nevadas, ninguém menos que: o Ieti.


O mito

 Não precisar morar isolado no meio da neve para conhecer histórias sobre o Ieti. Também conhecido como Abominével Homem das Naves "O Abominável Homem das Neves", o Ieti é, geralmente, retratado como uma espécie de mistura entre homem, gorila e urso polar, apresentando um corpo semelhante ao de um grande primata, mas a capacidade de andar ereto sobre duas pernas e uma pelugem densa e extremamente branca. Além disso, é óbvio que o Ieti é retratado como capaz de andar pela neve, a temperaturas baixíssimas, completamente nu. Conta-se que o Ieti gosta de perambular pelas montanhas em dias de nevasca, atacando e devorando todos os animais que encontrar em seu caminho, incluindo, é claro, seres humanos.

A realidade

  Na vida real, o Ieti é uma criatura hominídea semelhante a um primata, e que possui, de fato, uma longa e espessa camada de pelos brancos, que o ajudam a suportar o frio. No entanto, ele se assemelha muito mais a um ser humano de ossos largos do que a um gorila verdadeiro. Isso se deve ao fato de que ele é, na verdade, uma subespécie do Homo Erectus que, peculiarmente, evoluiu de um jeito diferente do Homo Sapiens, permitindo que ele se adaptasse às mais baixas temperaturas, dotando-lhe de pelos, garras e dentes afiados. Sua alimentação, por isso, é composta, basicamente, da carne de outros animais, sendo o Ieti um animal carnívoro. O Ieti é, assim como o Homo Erectus, dotado de inteligência, ainda que uma inteligência primitiva, o que permitiu que ele sobrevivesse até os dias de hoje.

A ciência

 Como dito anteriormente, o Ieti é uma subdivisão da espécie hominídea Homo Erectus. Sendo assim, ele apresenta diversas características em comum com a espécie Homo Sapiens, como a formação de colônias e a procura por abrigo. Esta mesma característica foi a responsável pela preservação da espécie, que continua, até hoje, morando em cavernas nas geladas montanhas tibetanas. Acredita-se, no entanto, que a espécie esteja à beira da extinção, contando com menos de vinte espécimes vivos no mundo.

O esconderijo

 O Ieti, com o passar dos anos, aprendeu a temer e respeitar seu parente mais próximo, o Homo Sapiens. Através da observação, ele descobriu que a mesma espécie que desenvolvia e descobria tecnologias tão interessantes e surpreendentes era a mesma capaz de matar e dizimar seus semelhantes, por conta das diferenças raciais e da busca pela expansão de territórios. Isso despertou não somente um instinto de fuga nos Ietis, mas também um instinto assassino. Não foram poucos os Homo Sapiens que, acidentalmente, se perderam na neve e acabaram servindo de jantar para uma família de Ietis. Somando isso à extinção iminente, fica fácil saber por que é tão difícil reunir provas concretas acerca da existência do Ieti. Como se isso não bastasse, mais uma característica que o Ieti desenvolveu em comum com a espécie humana é o hábito de enterrar seus falecidos, dificultando em muito as expedições de Homo Sapiens em busca da verdade. Bom para os Ietis, que tem uma preocupação a menos com a qual lidar.

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Este post faz parte da seção "Mitos Reais", que é uma seção de ficção. Qualquer semelhança com a vida real pode ou não ser mera coincidência.

domingo, 10 de abril de 2011

Como os animais pensam?

 Um tempo atrás, circulava na televisão um comercial alertando fazendeiros e criadores de animais quanto ao risco de mante-los soltos e sem supervisão, especialmente em locais próximos a estradas. O anúncio terminava dizendo "Animais não pensam: Pense por eles". No entanto, vários estudos vem sendo feitos para comprovar que sim, apesar de não pensarem como nós pensamos, os animais também pensam, alguns são mais inteligentes, outros mais burros, mas todos são dotados de pensamentos e, principalmente, emoções. Separamos, aqui, uma lista com alguns animais que todo ser humano conhece, para apresentar aos leitores um pouco da mente animal, que, afinal de contas, não é tão diferente assim da mente humana. Clique em "Leia Mais", se não conseguir visualizar o resto do artigo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mitos Reais #6: Pé Grande



 Estamos de volta com mais um intrigante artigo de nossa seção "Mitos Reais". Hoje viajaremos de nossas casas até as florestas mais densas, em busca de uma das criaturas mais procuradas pelos norteamericanos: o Pé Grande.


O mito

 O Pé Grande é uma criatura que, há muito, habita as lendas norteamericanas. Diversas controvérsias e intrigas já foram levantadas em busca da verdade que nunca foi encontrada. Muitos retratam o Pé Grande como sendo um primata gigantesco, de quase 4 metros de altura. Outros o retratam como um humano muito alto e peludo. Outros, ainda, dizem que ele é um misto entre humano e macaco. No entanto, a maioria das lendas concorda que o Pé Grande não recebeu este nome à toa, mas que ele possui, realmente, pés imensos, geralmente humanos.





A realidade

 Para aqueles mais evolucionistas que pensaram em um elo perdido, saibam que estão muito enganados: de humano o pé grande só tem a habilidade de se locomover em postura ereta. Afora disso, ele é, essencialmente, um gorila. Obviamente um gorila bem alto, mas não exageradamente: de pé, o Pé Grande pode medir de 2 a 3 metros de altura em idade adulta, nunca menos e nem mais do que isso. Ainda não se sabe, no entanto, o real parentesco entre o Pé Grande e os primatas africanos, mas é certo de que não se trata de um hominídeo. O Pé Grande habita as florestas montanhosas dos Estados Unidos, jamais tendo sido encontrado em outras regiões (não confunda com o Yeti tibetano).

A ciência

 Como dito anteriormente, o Pé Grande é, simplesmente, uma raça um pouco avantajada de gorilas norteamericanos. Apesar de ser onívoro, se alimenta basicamente de frutas. Seu DNA é praticamente idêntico ao de seus primos africanos, bem como a maior parte de seus genes. Apenas algumas diferenças são encontradas entre o Pé Grande e o gorila real, como o gene que determina a altura, a postura, e o tamanho dos pés. Além disso, obviamente, o Pé Grande encontra-se muito mais ameaçado de extinção do que os gorilas, já que sua existência ainda não foi divulgada oficialmente.

O esconderijo

 É exatamente este risco tão eminente de extinção que impede o Pé Grande de ser encontrado. Estima-se que existam, aproximadamente, cinco exemplares vivos da espécie. O Pé Grande aprendeu, ao longo dos anos, que é melhor se manter afastado dos outros animais para se conservar, ainda que não tenha predadores em sua zona nativa: as florestas montanhosas dos Estados Unidos. Além disso, o Pé Grande é extremamente bairrista, comunitário e nômade, o que significa que os grupos (ou, na verdade, o grupo) de pés grandes estão sempre se instalando em novos lugares, quando se instalam não vão muito longe de seus ninhos, e jamais se afastam de seus companheiros, enterrando-os quando eles morrem. Além disso, apesar de serem tão grandes, seus pés são macios, impedindo-os de deixar muitos rastros pela floresta. Todas estas características só os ajudam: sabem que, se forem encontrados por aquela espécie peculiar de macacos pelados, correrão riscos muito maiores que seus pés.

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Este post faz parte da seção "Mitos Reais", que é uma seção de ficção. Qualquer semelhança com a vida real pode ou não ser mera coincidência.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Seção da Nah #5: Natureza Curiosa





 Você gosta de apreciar a natureza? Repara nas cores e nas formas das plantas à sua volta? Mas qual a planta mais curiosa que você já viu ou ouviu falar? Não falta esquisitice diversidade na postagem de hoje!

Exagero no tamanho

 Todos sabemos que há partes do nosso corpo que nunca param de crescer, certo? Consegue imaginar uma planta que nunca para de crescer? É o caso da Welwitschia mirabilis (conhecida também como Tumboa), que só existe no deserto do Nanibe, Angola. Planta rasteira, seu caule não cresce e possui apenas duas folhas, que crescem durante toda a vida (estima-se até 1000 anos!). Já em altura temos a Sequoia, árvore nativa da América do Norte que pode viver por milênios. Nesse período, podem atingir mais de 100m de altura e algumas dezenas de largura. Olhar pra cima te cansa? Então é melhor conseguir uma lupa pra ver os detalhes da Wolffia angusta, planta aquática do tamanho da cabeça de um alfinete!

Que cheiro horrível!

 Além de ser a maior flor do mundo, a Titan arum (Amorphophallus titanium) também é a mais fétida! Ela chega aos 3m de altura, pesa até 75kg e cheira a cadáver! Ela foi descoberta na Ilha de Sumatra (Indonésia), em 1878. Semelhante a esta, temos a Rafflesia arnoldii, também da Indonésia e com cheiro semelhante, que chega a medir 106cm de diâmetro e a pesar 10kg. Esta na verdade é um parasita, não tem caule, folhas ou raíz, evita a fotossíntese e retira nutrientes do hospedeiro. Por que o mal cheiro? Ambas se aproveitam do odor para atrair moscas que as polinizam.

Perigosas

 Não dá pra dizer qual é a mais venenosa, os efeitos variam de pessoa para pessoa, mas dá para citar algumas bem conhecidas. A Comigo-Ninguém-Pode, planta que muitos cultivam em casa e dizem que espanta mau-olhado, se mastigada fere as mucosas da boca, faringe e cordas vocais. A inflamação causa inchaços que impedem a passagem do ar e podem levar à asfixia. O Jiquiriti, planta que ficou famosa no filme "A Lagoa Azul", forma coágulos e impede a circulação sanguínea quando mastigada. A Mamona tem efeito semelhante ao do Jiquiriti. Há casos de morte de crianças que ingeriram uma única semente, e de adultos que comeram duas delas. O Copo de Leite, flor tão elegante, também é venenoso. Além de provocar asfexia se ingerida, pode causar lesão na córnea se entrar em contato com os olhos. Muitas plantas de jardim são venenosas e até aquelas usadas como medicamento, se preparadas de forma errada ou utilizadas com exagero, podem levar a pessoa ao óbito. No caso de acidentes, siga para um hospital. Irão avaliar e medicar conforme o tipo de entoxicação que a pessoa teve.

Geneticamente gigante

 O Paris japonica tem o maior genoma conhecido. Vegetal encontrado no Japão, possui o DNA 50 vezes maior que um humano. DNAs maiores necessitam de mais tempo para que as células os copiem para a divisão, demorando mais para completar seu ciclo de vida. Plantas com material genético gigante se adaptam menos à solos poluídos e pouco capazes de tolerar condições climáticas extremas, o que as faz correr mais risco de extinção.

 Não sei quanto a vocês, mas eu achei muito interessante! Há tanta diversidade a nossa volta e muitas vezes nós nem paramos pra observar. Você conhece mais alguma planta curiosa? Deixe um comentário! Bom início de semana!

domingo, 24 de outubro de 2010

Parque Fluvial do Paquequer

 Semana retrasada, como qualquer outra semana normal de trabalho, entrei em um ônibus da Viação Teresópolis, a fim de ir para o Rio de Janeiro, onde trabalho como pianista de uma igreja aos domingos. Logo de cara já reparei que alguém tinha espalhado panfletos por todo o ônibus, um em cima de cada poltrona. Eu normalmente ficaria irritado com isso, mas, como nunca tinha visto algo assim em um ônibus intermunicipal, resolvi pegar o panfleto e ler. Ainda bem, porque agora eu posso compartilhar com vocês essa iniciativa excelente do grupo Nossa Teresópolis para resgatar o verde da cidade.

O Parque da Cidade

 Quem mora ou já visitou a região serrana do estado do Rio de Janeiro já deve ter conhecido o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, uma grande área verde habitada por animais silvestres, com direito a cachoeiras e piscinas naturais. Agora, quem mora ou já visitou Teresópolis em particular, deve saber que um de seus maiores marcos ecológicos é também um grande monumento natural à poluição: o rio Paquequer. Acontece que o grupo Nossa Teresópolis está querendo mudar isso e, de lambuja, restaurar parte da área verde da cidade. Estamos falando do projeto que busca viabilizar a construção do Parque Fluvial do Paquequer.


  Localizado no centro da cidade, na área onde funcionava a antiga fábrica Sudantex, com aproximadamente 150.000m2, ele vem preencher uma lacuna em Teresópolis e reafirmar nossa vocação verde. Um local para passear, contemplar e estar junto à natureza, tendo a certeza de que aqui tem, no sentido real e figurado, o Dedo de Deus. Enfim, uma área para bosques, lagos, animais silvestres, flores e, acima de tudo, para conscientização ambiental e integração com o meio ambiente. Este será o Parque da Cidade, o Parque Fluvial do Paquequer, um projeto audacioso de um parque urbano que mudará Teresópolis, criando um novo eixo turístico de grande potencial. O projeto prevê a construção de uma avenida central, que cortará o parque de um extremo ao outro, permitindo fácil acesso a todas as áreas. O parque é um sonho ambicioso de uma Teresópolis melhor, mais bonita e acolhedora. Vale a pena sonhar, este é sempre o primeiro passo para a concretização de uma grande idéia.


 Gostou da ideia? Então passe no site do projeto e saiba mais sobre o Parque Fluvial do Paquequer. Aproveite para assinar o termo de adesão, totalmente gratuito, para apoiar o projeto, mesmo se você não for teresopolitano. Afinal, em tempos como os atuais, sempre vale a pena investir, mesmo que só um pouco do seu tempo, em um projeto como esse, que tentará, acima de tudo, despoluir o rio Paquequer e replantar o verde em uma cidade que segue cada vez mais rumo à selva de pedra.