quarta-feira, 2 de março de 2011

Mitos Reais #1: Vampiro


 Como vocês já devem saber, este mês é o mês de aniversário do Nerdices a Parte. Para comemorar, estamos preparando várias novidades para vocês, leitores. A primeira você já conferiu: nossa promoção de aniversário. Hoje, o Nerdices a Parte orgulhosamente apresenta nossa segunda novidade: uma nova seção entitulada "Mitos Reais". Você com certeza já ouviu várias histórias sobre personagens e criaturas lendárias e mitológicas. E se eu dissesse para você que estas histórias são reais? Ou, ainda melhor, e se a ciência dissesse que estas histórias são reais? É exatamente disso que se trata esta seção. Para começar, nada melhor do que as temíveis criaturas da noite: os vampiros.


O mito

 Os vampiros são criaturas terríveis que assombram as noites e se alimentam de sangue. Eles unanimemente não saem ao sol. Algumas lendas explicam isso com o fato de que a radiação solar é fatal para eles, queimando seus corpos até reduzi-los a cinzas. Algumas lendas dizem que seus poderes enfraquecem se eles saírem ao sol. Algumas lendas, ainda, dizem que eles não saem ao sol para não se revelarem ao mundo, já que sua pele produz algum tipo de reação luminosa em contato com a radiação solar. Além disso, vampiros são criaturas imortais que se alimentam exclusivamente de sangue. Algumas lendas ainda dizem que eles podem comer alimentos normais, humanos, mas a grande maioria concorda que a única fonte de alimentos para um vampiro é o sangue, geralmente humano. Um ponto em comum em todas ou quase todas as lendas é que os vampiros, um dia, já foram humanos. Algumas lendas dizem que um humano se transforma em uma criatura macabra logo após a mordida de um vampiro. Algumas lendas dizem que a transformação só é alcançada se o sangue vampírico entrar em contato com o sangue da vítima a ser transformada, como uma doença. Algumas lendas, ainda, atribuem uma grande variedade de poderes sobrenaturais aos vampiros, sendo a mais comum delas o controle de mentes. Uma outra característica relativamente comum em algumas lendas, é o pavor que os vampiros tem a símbolos religiosos e ao alho.

A realidade

 Os vampiros da vida real não possuem qualquer tipo de poder sobrenatural, mas ainda possuem a vida eterna e a juventude eterna. Eles não podem sair ao sol, pois a luz direta causa danos a suas peles (não chega a matar, mas os danos causam muita dor). Os vampiros da vida real também se alimentam de sangue e possuem uma forte sensibilidade ao alho, que lhes é fatal. Além do alho, existem apenas dois outros perigos mortais a um vampiro: a ingestão do sangue de outro vampiro e a decapitação. Estacas de madeira e balas de prata causam dor, mas não matam, visto que os vampiros da vida real também possuem um forte fator de regeneração, chegando a expelir fragmentos que possam ficar presos em seus corpos. Além disso, os vampiros da vida real possuem um par de presas retráteis que ficam situadas logo acima dos dentes caninos, e não precisam respirar, podendo viver tranquilamente debaixo d'água.

A ciência

 Para que um humano normal seja transformado em vampiro, é necessário que o sangue de um vampiro entre em contato com o sangue de um humano. Isso acontece porque o sangue de um vampiro é contaminado com uma alta concentração de bactérias anaeróbias facultativas que, além de se multiplicarem rapidamente, são a fonte de todas as características vampirescas. Estas bactérias, ainda sem classificação científica, são as responsáveis por modificar o DNA do hospedeiro, fazendo com que suas células parem de envelhecer, e por regenerar todo e qualquer tipo de dano acarretado ao corpo do hospedeiro, com exceção de amputamentos. Apesar disso, algumas precauções devem ser tomadas quanto a estas bactérias: elas tiram toda a sua energia do sangue do hospedeiro, atacam seu cérebro, para que ele sinta fome de sangue, e trazem alguns efeitos colaterais, como um tipo não muito avançado de porfiria cutânea, daonde vem a sensibilidade à luz solar. Além disso, estas bactérias entram em colapso quando em contato com a alicina, substância presente no alho, morrendo em seguida. A partir do momento da infecção, as bactérias começam a substituir todas as funções vitais do hospedeiro, como o recolhimento de oxigênio do ambiente, seja do ar ou da água, o transporte e bombeamento do sangue pelo corpo, e a manutenção e reparo de danos, sejam eles quais forem, inclusive o expelimento de fragmentos e corpos estranhos. Assim, com o tempo, grande parte dos órgãos vitais do hospedeiro acabam se atrofiando por falta de uso, sendo o cérebro um dos únicos a não sofrer qualquer tipo de dano. As bactérias também são responsáveis por modificar certos atributos do corpo do hospedeiro, como a criação de um par de presas retráteis semelhantes às garras de um gato a partir de fragmentos de ossos, que ajudam na hora do recolhimento do sangue alheio, e um canal que liga o estômago às veias principais, facilitando a alimentação das bactérias. No entanto, o número de bactérias simultâneas no corpo do vampiro é rigorosamente controlado pelas próprias bactérias. Se um grande número de novas bactérias é ingerido, elas começarão a se degladiar até que sobre apenas uma ou nenhuma, causando, assim, a morte do hospedeiro, que já não consegue se manter com seus próprios órgãos atrofiados.

O esconderijo

 Os vampiros da vida real ainda não foram oficialmente reconhecidos como existentes devido a dois fatores principais: organização e aparência. Organização porque eles temem algo semelhante à Inquisição da Idade Média. Sempre escondem sua condição de todo e qualquer ser humano que não esteja infectado com as bactérias vampíricas e mantém um rigoroso controle de população, a fim de evitar massacres de humanos que chamam a atenção. Aparência porque todo e qualquer vampiro tem uma aparência quase humana, à exceção da incrível palidez de sua pele e a aparente anemia, causadas pela porfiria cutânea. No entanto, não se deixe enganar: as criaturas da noite estão por aí, e você pode ser a próxima vítima.

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Este post faz parte da seção "Mitos Reais", que é uma seção de ficção. Qualquer semelhança com a vida real pode ou não ser mera coincidência.

6 comentários:

  1. Da pra acreditar numa lorota dessas?

    Assim nao me admiro que tem gurizinhas q sonhem com o vampirinho delas.

    Cade a fonte dessa postagem?Aff

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  2. Amigo, esta é uma seção de ficção e, portanto, não tem fonte alguma senão a cabeça do autor. Espero que tenha gostado da postagem como obra de ficção, e não como fonte de notícias.

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  3. Bem bolado, mas como já disse, muito lamarckista ("[...] Assim, com o tempo, grande parte dos órgãos vitais do hospedeiro acabam se atrofiando por falta de uso [...]").

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  4. HAHA, perfeita essa seção. Ótima, a ideia.
    Parabéns pela criatividade. (:

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